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Empresas pedem autorização para pesquisar terras raras em Pimenteiras e mais 13 municípios do Piauí

Empresas pedem autorização para pesquisar terras raras em Pimenteiras e mais 13 municípios do Piauí

Redação
Por: Redação
16/02/2026 às 20h14 Atualizada em 16/02/2026 às 23h14
Empresas pedem autorização para pesquisar terras raras em Pimenteiras e mais 13 municípios do Piauí
Governos e empresa estão em buscas de novas áreas com potencial geológico. (Imagem gerada por IA)

O Piauí já contabiliza 26 processos de empresas nacionais e estrangeiras interessadas em pesquisar ocorrências de terras raras, cobrindo uma área aproximada de 48,22 mil hectares em 14 municípios (veja lista mais abaixo). Os dados, consolidados a partir de registros da Agência Nacional de Mineração (ANM) e acompanhados pelo Observatório da Mineração do Piauí, indicam que o estado ainda está em uma fase inicial de investigação geológica, mas com crescimento acelerado do interesse empresarial nos últimos dois anos.

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Os processos estão, em sua maioria, nas fases de requerimento e autorização de pesquisa. Ainda assim, o volume de registros cresceu de forma significativa, especialmente a partir de 2023, o que mostra o interesse empresarial pelo território piauiense em sintonia com a agenda global de minerais estratégicos.

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[caption id="attachment_13569" align="aligncenter" width="560"] Bruno Casanova, superintendente de Mineração e Energias Renováveis da Seplan. (Crédito: reprodução/Piauí Negócios)[/caption]

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Esse movimento, no entanto, deve ser interpretado com cautela, de acordo com Bruno Casanova, superintendente de Mineração e Energias Renováveis da Secretaria de Planejamento do Piauí (Seplan). “O que temos hoje é um avanço importante na fase de pesquisa. Isso significa mais conhecimento sobre o território, mas não representa, neste momento, exploração ou produção mineral”, explica.

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Segundo ele, o crescimento do número de requerimentos reflete uma reconfiguração do mercado global, pressionado pela demanda por insumos usados em tecnologias limpas, eletrônicos e equipamentos de alta performance.

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As terras raras são um grupo de elementos químicos essenciais para a fabricação de turbinas eólicas, motores de veículos elétricos, baterias, ímãs permanentes, equipamentos de telecomunicações e aplicações médicas. Apesar do nome, não são necessariamente escassas, mas raramente ocorrem em concentrações economicamente viáveis, o que torna a etapa de pesquisa fundamental antes de qualquer decisão de investimento.

No caso do Piauí, parte do interesse está associada a estudos técnicos conduzidos pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), em parceria com o governo estadual. Um dos principais trabalhos analisou ocorrências na Formação Longá, na borda oriental da Bacia do Parnaíba, onde foram identificados níveis fosfáticos com enriquecimento em terras raras — especialmente terras raras pesadas — além de elementos como ítrio e urânio.

Bruno Casanova ressalta que os resultados ainda são preliminares. “Os dados disponíveis apontam potencial geoquímico, mas não permitem afirmar viabilidade econômica. Para isso, são necessárias novas etapas, como levantamentos aerogeofísicos e estudos mais detalhados em subsuperfície”, afirma. Segundo ele, a estratégia do Estado é investir na organização das informações e no planejamento, criando um ambiente mais seguro para decisões futuras.

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[caption id="attachment_13570" align="aligncenter" width="900"] Créditos: Piauí Negócios[/caption]

Mineração gera royalties para os municípios

O superintendente da Seplan explica que o mapeamento técnico é essencial para orientar políticas públicas, atrair investimentos qualificados e evitar movimentos especulativos.

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Caso alguma área avance, no futuro, para a fase de extração, a atividade poderá gerar impactos econômicos por meio da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), royalty pago pelas empresas mineradoras e distribuído entre União, Estados e municípios, conforme a legislação mineral brasileira.

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“Os municípios produtores recebem a maior parcela desses recursos, mas o Estado também é beneficiário direto, além de haver repasses a municípios impactados pela atividade minerária. Esses recursos podem ser aplicados em áreas estratégicas como infraestrutura, tecnologia, educação, meio ambiente e fortalecimento da gestão pública”, destaca Casanova.

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O superintendente ressalta ainda que, além da arrecadação direta, a mineração formal e planejada tem potencial para estimular economias locais, gerar empregos e atrair investimentos, desde que conduzida com controle institucional, segurança jurídica e responsabilidade ambiental.

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Atualmente, a produção mundial de terras raras é altamente concentrada em poucos países, o que tem despertado interesse crescente de governos e empresas na diversificação das fontes de suprimento. Esse movimento tem impulsionado a busca por novas áreas com potencial geológico, especialmente em regiões ainda pouco estudadas sob a ótica dos minerais estratégicos, como o Piauí.

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Fonte: Piauí Negócios

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