
O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) em Valença do Piauí divulgou neste sábado (07.mar) uma nota pública contestando as declarações do ex-candidato a prefeito Leonardo Nogueira sobre sua saída da sigla. No documento, a direção partidária afirma que a desfiliação ocorreu de forma “unilateral” e sem comunicação prévia ao partido.
A manifestação do PT surge dois dias depois de Leonardo anunciar que havia protocolado sua desfiliação em Teresina, acompanhado de cerca de 40 aliados. Na ocasião, o ex-candidato alegou que o diretório municipal teria se distanciado da base e passado a concentrar decisões em um “pequeno grupo”, o que teria motivado a saída coletiva.
Na nota divulgada neste sábado, o diretório, presidido por Chiquinha do PT, rebate a versão e afirma que o partido não apenas acolheu Leonardo, como também “se empenhou em sua candidatura a prefeito” nas eleições de 2024.
Segundo a direção municipal, os atritos começaram após a derrota eleitoral. O texto afirma que Leonardo se desentendeu com aliados que participaram da campanha, incluindo a própria candidata a vice-prefeita da chapa, a servidora pública e advogada Fátima Bezerra Caetano.
O diretório também acusa o ex-candidato de adotar posições consideradas desalinhadas com o partido. Entre os episódios citados está a convocação de apoiadores para não participarem de inaugurações do governo estadual em Valença que contaram com a presença do governador Rafael Fonteles.
Outro ponto mencionado pelo PT envolve o Processo de Eleição Direta (PED) do partido. De acordo com a nota, Leonardo teria optado por não disputar o diretório municipal e, ao mesmo tempo, orientado sua militância a votar em branco, atitude interpretada pela direção como tentativa de boicote ao processo interno.
A direção partidária também afirma que o ex-candidato deixou de participar de eventos e atividades do partido após o PED, mesmo tendo sido convidado para reuniões, seminários e comemorações da legenda.
Em um dos trechos mais duros da nota, o diretório acusa Leonardo de incentivar paralisações no Hospital Regional Eustáquio Portela como forma de protesto político contra o governo estadual, atitude classificada pelo partido como “desrespeito institucional”.
Ao final, o PT afirma que decidiu tornar pública sua versão após o que chama de “ilações e mentiras” divulgadas pelo ex-candidato em entrevistas e redes sociais. A direção diz ainda que continuará defendendo o fortalecimento da legenda com filiações alinhadas aos princípios históricos do partido.
Na nota divulgada anteriormente, Leonardo Nogueira afirmou que sua trajetória política “não depende de uma sigla” e disse que continuará atuando politicamente em Valença, mantendo parceria com lideranças estaduais como o ministro Wellington Dias e o governador Rafael Fonteles, as maiores lideranças do partido no estado.
A saída do ex-candidato tornou-se o assunto mais comentado em Valença, com repercussão em todo o estado, nos últimos dois dias.
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Fonte: Sambito News