
O agricultor Francisco dos Santos Nascimento, conhecido como “Véi Céu”, mantém o cultivo tradicional de arroz em uma pequena área de sua propriedade no povoado Mestiço, zona rural de Pimenteiras (PI). A prática, herdada dos pais e avós, segue ativa mesmo diante das dificuldades climáticas registradas ao longo dos últimos anos.
De acordo com o agricultor, o contato com o trabalho no campo começou ainda na infância, quando ajudava a família no plantio ao lado dos irmãos. Ao longo dos anos, ele diversificou a produção, cultivando também milho, feijão, mandioca, melancia e abóbora.
“Eu aprendi a trabalhar desde cedo. Quando me casei e tive meus três filhos, cuidei de ensinar a eles o valor do trabalho. Sei que o trabalho na roça é sofrido, mas é recompensador. Porque, se a terra for bem preparada, se o plantio for bem cuidado e se chover bem, com certeza, tem boa colheita”, relata.
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Créditos da imagem: José Maurício/Sambito News[/caption]
Segundo Francisco, o trabalho na roça exige esforço, mas garante retorno quando há condições favoráveis. Ele destaca que o preparo da terra, o cuidado com o plantio e a regularidade das chuvas são fatores determinantes para uma boa colheita.
Neste ano, o produtor relatou preocupação com a irregularidade das chuvas nos primeiros meses. “Estivemos preocupados com o inverno esse ano, porque os primeiros meses foram de chuvas escassas. Mas, graças a Deus, tivemos no fim de março e no mês de abril chuvas que deu para segurar a plantação”, afirmou.
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Créditos da imagem: José Maurício/Sambito News[/caption]
Com a melhora do clima, a expectativa é colher mais de 90% da área plantada de arroz. “Da nossa plantação de arroz, esperamos colher mais de 90% da área plantada. E nas outras plantações, também”, acrescentou.
Além da produção, Francisco afirma que vê no trabalho rural uma forma de transmitir valores às novas gerações. “Minha maior satisfação é poder ter aprendido a trabalhar, gostar da roça e ter repassado esse aprendizado para meus filhos e, hoje, poder mostrar para meus netos essa plantação e o valor do trabalho”, disse.
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Créditos da imagem: José Maurício/Sambito News[/caption]
Apesar das irregularidades das chuvas ao longo dos anos, o agricultor pretende continuar cultivando a terra enquanto tiver condições. “Desde que comprei essa propriedade, venho, a cada ano, plantando aqui porque gosto dessa lida. E assim continuarei, até quando Deus me der disposição para trabalhar”, concluiu.
Nosso total reconhecimento à história, ao trabalho, à força e ao exemplo do senhor para a nossa família, pai. Nós te amamos.
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