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Defesa de Carla Zambelli afirma que deputada vive 'reclusa' após fuga para Itália

Defesa de Carla Zambelli afirma que deputada vive 'reclusa' após fuga para Itália

Redação
Por: Redação
27/07/2025 às 11h33 Atualizada em 27/07/2025 às 14h33
Defesa de Carla Zambelli afirma que deputada vive 'reclusa' após fuga para Itália
Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) | Foto: Reprodução

A defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), advogado Fábio Pagnozzi, afirmou que a parlamentar não tem saído em território italiano. Desde que deixou o Brasil, Zambelli evita frequentar locais públicos. Pagnozzi explica que ela está em um local controlado, sem acesso adequado a medicamentos e assistência médica.

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Ainda segundo a defesa, a parlamentar enfrenta dificuldades financeiras. “Ela está nos últimos recursos que ainda possui”, declarou. O advogado também informou que o marido da deputada, o coronel Aginaldo Oliveira, que foi exonerado do cargo de secretário de Segurança Pública de Caucaia (CE), não está mais com ela.

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Conhecida pelo comportamento explosivo, Zambelli tem se mantido discreta, de acordo com Pagnozzi. Ela teme fazer declarações públicas e sofrer novas advertências do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa aguarda a posição do governo italiano para saber se haverá extradição. Caso o Ministério da Justiça da Itália decida enviá-la de volta, os advogados pretendem recorrer. A estratégia será alegar que Zambelli possui cidadania italiana, o que, segundo eles, impediria o retorno.

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Pagnozzi estima que uma definição pode sair apenas entre o fim de agosto e o início de setembro, já que o mês de agosto é de férias na Itália, o que pode atrasar o processo.

“Não é exílio”, dizem especialistas

O cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, explica que o termo “exilada” não se aplica ao caso. “Exilado é quem é obrigado a deixar o país por perseguição política. Ela responde a processos criminais e fugiu para não ser presa. Não há sentido em chamá-la de exilada política”, afirma.

Zambelli grava vídeo e volta a falar em perseguição

Em um vídeo gravado de boné e em um local fechado, Zambelli afirmou ser vítima de perseguição política no Brasil. “Hoje acordei com uma boa notícia: um vídeo do Flávio Bolsonaro falando por mim, pedindo à [primeira-ministra italiana] Giorgia Meloni e ao Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro, para que me recebessem como exilada política”, declarou.

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Ela acrescentou que o apoio do senador ajudaria em sua tentativa de conseguir abrigo político na Itália. “Tudo isso facilita o entendimento do que está acontecendo comigo”, disse.

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As declarações foram feitas depois que Flávio Bolsonaro pediu publicamente às autoridades italianas que acolhessem Zambelli. Ele alegou que ela não teria um julgamento justo no Brasil.

Foragida e condenada

Após a viagem da deputada para a Itália, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou a inclusão do nome dela na lista vermelha da Interpol.

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Zambelli foi condenada em maio deste ano pela Primeira Turma do Supremo a 10 anos de prisão e à perda do mandato. A decisão, unânime, apontou que ela cometeu falsidade ideológica e invadiu o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Segundo a Procuradoria-Geral da República, Zambelli planejou junto ao hacker Walter Delgatti Neto a inclusão de decisões falsas no sistema do CNJ, entre elas um mandado de prisão contra o próprio Moraes, com o texto: “Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L.”

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Delgatti também foi condenado, recebendo pena de 8 anos e 3 meses. Além disso, Moraes determinou que os dois paguem solidariamente R$ 2 milhões por danos coletivos, e fixou multas individuais de cerca de R$ 2,1 milhões para Zambelli e R$ 520 mil para o hacker.

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Paralelamente, ela já havia perdido o mandato após decisão do TRE-SP, que cassou seu cargo por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições.

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Fonte: Meio News

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