
Em meio aos desafios do semiárido nordestino, a cidade de Pimenteiras (PI) apresenta-se como um exemplo de sucesso na produção de mel. Como o Governo do Estado recentemente divulgou, o município foi um dos dez maiores produtores do Piauí em 2022, uma conquista importantíssima que se deve, na maioria, ao projeto Viva o Semiárido (PVSA), uma iniciativa do Governo do Estado em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
Segundo o Governo do Estado, o PVSA, implementado entre 2013 e 2022, investiu mais de 100 milhões de reais em 89 municípios do sertão piauiense, incluindo Pimenteiras. O objetivo era incentivar o desenvolvimento sustentável da região, qualificando os agricultores familiares e fortalecendo a produção local.
A apicultura tem se mostrado uma atividade com grande potencial de crescimento em Pimenteiras. Os bons resultados alcançados na produção de mel contribuem para a geração de renda e melhoria da qualidade de vida das famílias.
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Mapa da área de atuação do PVSA. (Foto: Gov.PI)[/caption]
O êxito da apicultura em Pimenteiras e em outros municípios do Piauí demonstra o potencial do semiárido para a produção de mel. Por meio de boas práticas e iniciativas governamentais, a exemplo do PVSA, a região pode se tornar um importante polo de desenvolvimento apícola, gerando emprego, renda e oportunidades para as famílias que vivem no campo.
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Pimenteiras ocupa 10ª posição no ranking. (Foto: Gov.PI)[/caption]
Conforme apurado pelo portal Sambito News, o atraso no início do período chuvoso de 2024 está gerando preocupação entre os apicultores de Pimenteiras. A seca prolongada e o calor intenso forçam os enxames a migrarem, prejudicando a produção de mel este ano.
Sem flores suficientes nas árvores devido à escassez de chuvas, os enxames não encontram néctar suficiente para se alimentar. Isso causa um desequilíbrio na população das colmeias, levando as abelhas a migrarem como uma estratégia de sobrevivência.
O abandono das colmeias por conta da seca e do calor resulta em favos incompletos e infestados de traças, o que é um grande problema para os apicultores. Além da perda de produção, os apicultores também arcam com custos adicionais para recuperar as colmeias e repor os enxames perdidos.
A migração dos enxames também afeta outras áreas da cadeia produtiva, como a agricultura, que depende da polinização das abelhas para a produção de frutas, legumes e outros alimentos.