22°C 38°C
Pimenteiras, PI
Publicidade

Criança autista de 4 anos é vítima de tortura em escola particular do Paraná

Criança autista de 4 anos é vítima de tortura em escola particular do Paraná

Redação
Por: Redação
22/08/2025 às 17h49 Atualizada em 22/08/2025 às 20h49
Criança autista de 4 anos é vítima de tortura em escola particular do Paraná
Foto: Reprodução

Um caso chocante de tortura contra uma criança autista de apenas quatro anos chamou atenção em Araucária, no Paraná. O menino, não verbal e diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi encontrado amarrado pelos punhos e cintura a uma cadeira dentro do banheiro de uma escola particular, no dia 7 de agosto. O Ministério Público do Paraná denunciou as professoras pelo crime de tortura, enquanto a diretora e a pedagoga da instituição foram acusadas de omissão imprópria por permitirem e orientarem as práticas abusivas.

Continua após a publicidade
Anúncio
Continua após a publicidade
Anúncio

A descoberta só foi possível graças à denúncia de uma funcionária que fotografou a cena e acionou o Conselho Tutelar e a Guarda Municipal. Ao abrir a porta do banheiro, os agentes encontraram a criança descalça, com os braços presos por fita e um cinto no corpo, batendo os pés em desespero. Os pais, Mirian e Augusto Ambrozio, relataram o impacto do episódio, destacando que o pai recebeu a notícia enquanto trabalhava e ficou em choque.

Continua após a publicidade
Anúncio
Continua após a publicidade
Anúncio

Outras famílias afirmaram que seus filhos também teriam sido contidos de forma violenta, e provas apresentadas à polícia indicam que o abuso não era isolado. Áudios entregues por funcionárias revelam que a diretora e proprietária da Escola Shanduca, Danieli Alexandra Zimermann, tinha conhecimento das práticas e orientava que os alunos fossem “contidos” em outro local ou com outra funcionária. Nas redes sociais, ela se apresentava como defensora da educação inclusiva, afirmando que crianças autistas necessitam de “amor e carinho”.

Continua após a publicidade
Anúncio
Continua após a publicidade
Anúncio

A investigação apontou ainda que a escola funcionava com funcionários sem registro, alta rotatividade e pessoas sem formação pedagógica, incluindo menores de idade. A professora Sara Maria Erdeman Correia, de 18 anos e estudante de Pedagogia, foi presa em flagrante por tortura, mas posteriormente liberada. O Ministério Público já solicitou a prisão preventiva dela, enquanto o caso segue em apuração.

Continua após a publicidade
Anúncio
Continua após a publicidade
Anúncio

Fonte: 180graus

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias