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Superpopulação de gatos causa transtornos em praça de Pimenteiras

Superpopulação de gatos causa transtornos em praça de Pimenteiras

Redação
Por: Redação
01/10/2025 às 19h49 Atualizada em 01/10/2025 às 22h49
Superpopulação de gatos causa transtornos em praça de Pimenteiras
Foto: Reprodução

Moradores da região central de Pimenteiras-PI, principalmente os que vivem nas proximidades da praça Dr. Zito Dantas (antiga praça Leônidas Melo), têm relatado transtornos constantes provocados pela superpopulação de gatos de rua no local. O aumento descontrolado dos animais já causa sujeira, invasões a residências e levanta preocupações quanto aos riscos à saúde pública.

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Segundo os relatos, a concentração de felinos na praça começou quando alguns moradores passaram a alimentar gatos abandonados que circulavam pela região. Com a oferta de alimento, os animais se reproduziram rapidamente e o local acabou virando ponto de descarte de bichos abandonados por seus donos.

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[caption id="attachment_11499" align="aligncenter" width="1024"] Crédito: Divulgação[/caption]

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Atualmente, os transtornos incluem invasões de casas em busca de comida, barulho e destelhamento de telhados durante a noite, além de fezes espalhadas em canteiros da praça. “A situação já está insustentável. A gente limpa hoje e amanhã está tudo sujo de novo”, contou uma moradora que reside próximo do local.

Riscos à saúde pública

De acordo com o Ministério da Saúde, a presença de animais de rua em grande número representa ameaça sanitária, já que eles podem transmitir diferentes zoonoses, doenças que passam dos animais para os humanos. Entre as principais estão:

  • Raiva: pode ser transmitida por mordidas ou arranhões. O Brasil mantém campanhas de vacinação antirrábica justamente para prevenir surtos;
  • Parasitose: gatos de rua podem carregar pulgas, carrapatos e vermes que atingem humanos e outros animais;
  • Fungos e bactérias: doenças como esporotricose e micoses podem surgir após contato direto com arranhões ou fezes contaminadas;
  • Contaminação ambiental: fezes em áreas públicas podem infectar o solo, a água e até alimentos, ampliando os riscos de infecção.

O Manual de Vigilância, Prevenção e Controle de Zoonoses, do Ministério da Saúde, recomenda que municípios mantenham a vacinação de cães e gatos em dia, monitorem áreas de risco e invistam em educação comunitária para evitar a proliferação descontrolada de animais de rua.

O que pode ser feito

Entre as medidas apontadas por especialistas estão campanhas de castração, vacinação em massa, incentivo à adoção responsável e ações educativas junto à população. Também é necessário reforçar a limpeza urbana e coibir o abandono de animais.

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Enquanto o problema não é controlado, moradores seguem convivendo diariamente com os transtornos e temendo os impactos à saúde coletiva.

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Fonte: Sambito News

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